10 de agosto de 2013

Eliana batiza o filho Arthur em igreja Anglicana


O filho de Eliana faz 2 anos neste sábado (10), mas só agora foi batizado. Todo estiloso, usando um terninho branco com gravatinha borboleta e cabelinho arrepiado, Artur foi batizado na manhã de hoje, na Catedral Anglicana, em São Paulo.

Também usando traje branco, a apresentadora do SBT posou para fotos na porta da igreja com seu herdeiro e o marido, João Boscoli.




A Igreja Anglicana

Na Inglaterra, no ano de 1533,  o rei Henrique 8º decidiu romper com a Igreja Católica e fundar uma nova igreja. Ele quis  se divorciar da esposa e se casar com a amante. Desde então, a Anglicana segue com regras diferentes da igreja católica: tem mulheres entre seus sacerdotes,  admite gays no clero e já celebra casamento entre homossexuais. Por ser tão moderna, arrebanhou milhões de fiéis pelos 5 continentes. Ao contrário da igreja católica, batiza filhos de casais que não são oficialmente casados e casa pessoas separadas.

O rei Henrique 8o era casado havia 24 anos com Catarina de Aragão. Com ela, teve seis filhos, mas só um deles, uma menina, sobreviveu. Preocupado com o futuro do trono, Henrique deixou-se encantar por Ana Bolena – uma dama educada, culta, jovem e louca para subir na vida. O rei pediu o divórcio. O papa Clemente 7º negou. E ainda se recusou a abençoar a sua segunda união. Henrique 8º não pensou duas vezes: cortou relações com Roma e se declarou o chefe de uma nova Igreja – a Igreja Anglicana.

Esta seria uma versão muito simplista, segundo os anglicanos. Para eles, o desejo de separação já estava presente bem antes desse episódio. Desde o século 2, para ser mais exato. Naquele tempo, ainda não havia a religião católica. Existia apenas o cristianismo. Onde os apóstolos paravam, construíam uma igreja, que ganhava o nome do povo local. Na Grã-Bretanha, virou Igreja Celta: uma adaptação do cristianismo aos costumes, crenças e tradições da região.

No século 6, já a mando da Igreja Católica, santo Agostinho se estabeleceu na cidade inglesa de Cantuária, com o objetivo de converter os anglo-saxões. Virou o arcebispo de Cantuária e colocou a Inglaterra sob a tutela do Vaticano.

 Foi assim por quase 1 000 anos, até que o rei, particularmente afetado pelas regras do catolicismo, decidiu proclamar a independência. Nascia a igreja mais liberal do século 16.

Os anglicanos acreditam na Santíssima Trindade e seguem, como todos os cristãos, as Sagradas Escrituras. Entre o catolicismo e o protestantismo, escolheram o caminho do meio. Dos católicos, pegaram a sua hierarquia de padres, bispos e arcebispos. Mas, como os protestantes, eles não aceitam a autoridade do papa (veja o boxe da pág.82). A figura que mais se aproxima disso é o arcebispo de Cantuária – nome herdado de santo Agostinho –, que passa recomendações e mantém a unidade da Igreja no mundo. Mas não impõe nenhuma decisão.

 Cada província (o grupo de cada país) é livre para questionar as recomendações do líder, que só entram em vigor após serem discutidas entre representantes do clero e dos leigos. Tudo por respeito à filosofia anglicana, que pressupõe a crença inabalável na maturidade dos fiéis. À Igreja cabe apenas a função de orientar os membros por meio do conhecimento do evangelho.

A Comunhão Anglicana está presente em 160 países de todos os continentes. Ao todo, são 80 milhões de fiéis, sendo a 3ª maior comunidade cristã do mundo.

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