7 de setembro de 2013

Empresa de Eike Batista embala Bovespa, que fecha a semana no azul com ganho de 7,48%

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A Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa) registrou ontem forte alta desde sua abertura, fechando em 2,67%, embalada pela notícia de que a OGX, petroleira do grupo do empresário Eike Batista, cobrou o aporte de US$ 1 bilhão prometido pelo controlador. O ganho semanal foi de 7,48%, o maior desde outubro de 2011.

As ações ordinárias (ON) da companhia deram um salto e encerram o pregão valendo R$ 0,52, uma alta de 26,82%, depois de ter subido 34,1%. Sem recursos para tocar suas atividades por muito tempo, a petroleira divulgou ontem fato relevante informando que exerceu a opção contra Eike, acertada em outubro de 2012.

Segundo especialistas, o otimismo prevaleceu por todo o tempo, apesar de a decisão da diretoria da OGX em buscar os seus direitos ainda não garantir o recebimento do valor devido. A dúvida se Eike vai pagar ou não ficou em segundo plano diante da obrigação de a diretoria da petroleira exercer a opção contra o controlador. É grande a desconfiança de que o controlador não conseguirá sequer transferir a primeira parcela obrigatória de 10% do US$ 1 bilhão.

A diretoria da empresa vai propor reunião extraordinária do conselho de administração para a convocação de assembleia geral destinada a aprovar o aumento de capital imediato, no valor mínimo de US$ 100 milhões. O restante será solicitado conforme o caixa for exigindo. Pela opção, o empresário deverá bancar novas ações da companhia ao preço de R$ 6,30 por papel, mais de 11 vezes o valor do ativo na bolsa.

A decisão de exercer a opção contra o ex-bilionário Eike pode ter ocorrido mesmo sem consultá-lo, independentemente da capacidade do empresário em honrar a injeção de capital. Isso porque os executivos da empresa têm o compromisso legal de salvar a OGX e conseguir recursos para mantê-la. Os diretores da empresa e do grupo EBX não quiseram falar sobre o assunto.

A derrocada da OGX, que já foi considerada o ativo mais precioso do grupo de empresas de Eike, ganhou força após sucessivas frustrações com o nível de produção da petroleira. No início de julho, a companhia decidiu não seguir adiante com o desenvolvimento de algumas áreas na bacia de Campos (RJ) antes consideradas promissoras. Sua dívida está acima de US$ 4 bilhões, a maioria em bônus no exterior.

Enquanto isso, espera vender uma fatia em blocos de petróleo para a malaia Petronas, para conseguir aliviar o caixa. A Petronas informou, porém, que aguarda a conclusão da reestruturação da dívida para ir adiante no negócio de US$ 850 milhões com a OGX.

COMUNICADO No início da noite de ontem, em comunicado ao mercado, a OGX informou que o controlador Eike Batista detém atualmente 50,16% do capital social total da empresa e que no momento não pretende se desfazer de mais ações. Eike vendeu cerca de 7% do capital social da empresa desde 28 de agosto, em um processo que, segundo a companhia, visa o aperfeiçoamento da sua estrutura de capital. "Questionado acerca da quantidade visada para venda, o senhor Eike Fuhrken Batista informou que não há, neste momento, a intenção de realizar novas alienações de ações de emissão da companhia", disse a nota. 

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