5 de maio de 2015

Christina Rocha rebate críticas a telebarraco: 'Pelada na Globo é lindo'

Há seis anos no comando do Casos de Família, Christina Rocha não aguenta mais defender seu talk show das suspeitas de armação. A apresentadora nega ser barraqueira, mas se enfurece quando jornalistas desconfiam da veracidade das brigas entre parentes no vespertino do SBT. "Vocês [jornalistas] não veem nada de positivo, é impressionante. Nada. Agora, [quando falam] da Globo, podem colocar mulher pelada, vão falar que é lindo. Como é fácil falar do Casos de Família e de programa popular!", reclama.

Para participar do programa, os convidados (a maioria mora em favelas, segundo ela) devem assinar um documento em que negam ter ido a outras TVs. Entretanto, figurantes já apareceram inclusive no mesmo dia em outros programas, contando histórias diferentes, como aconteceu em janeiro de 2015, quando a mesma mulher fez barraco no SBT e no Você na TV, da RedeTV!.

A apresentadora, no entanto, diz que casos como esse são isolados: "É uma minoria. Aconteceu três, quatro vezes desde que o programa existe. Isso não é problema nosso e me irrita. Os casos não são armados, são verdadeiros, não são falsos".

Armados ou não, os barracos dão certo. Desde que voltou a ser diário, a partir das 14h15, em março de 2014, o programa cresceu 66% no Ibope da Grande São Paulo. Saltou de 3,8 pontos para 6,3. No horário, enfrenta o quadro Patrulha do Consumidor, maior audiência do Programa da Tarde, mas não perdeu nenhuma vez para a Record nos últimos 30 dias.

"Ainda bem que a gente ganha [da Record]. Se a gente dependesse de nota positiva da imprensa, a gente nem estaria mais no ar, eu estaria debaixo da ponte. Se tem um programa massacrado por vocês, é esse", critica.

O Casos de Família começou em 2004, com Regina Volpato. Na época, tinha menos barraco e era mais conversado. Em 2009, Silvio Santos mudou o perfil do programa, mais parecido com os telebarracos norte-americanos. Trocou o diretor e a apresentadora. Christina Rocha, famosa por programas populares como O Povo na TV (1981) e Aqui Agora (1991), saiu da "geladeira" para colocar fogo nas discussões no palco.

"Silvio queria mudar da água para o vinho, um programa mais interativo. Queria um programa mais quente, que desse mais audiência, que fosse mais a cara do SBT", explica a apresentadora.

Embora Christina Rocha enfrente os participantes no ar (chegou a expulsar um convidado que dizia bater na mulher e brigou com uma mulher que disse que o programa era uma 'baixaria'), a apresentadora rejeita o rótulo de barraqueira.

"Barraqueira para mim é uma pessoa que não dá bom dia para os outros, que a fama sobe à cabeça. Para mim, isso é ser barraqueira. Sou muito educada com todo mundo com quem convivo. Não mando qualquer um para a p... que pariu. Graças a Deus, não. Não sou nada barraqueira", afirma.

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