18 de setembro de 2016

Cinco motivos que fazem de ‘Lo Que La Vida Me Robó’ uma novela que o SBT deveria passar

É inegável para o mercado publicitário e para os críticos de plantão que as novelas da tarde do SBT estão fazendo um verdadeiro sucesso a um custo baixíssimo. Em meio a uma série de opções, as produções mexicanas se sobressaem e fisgam um público valioso para a estratégia de programação.

Esse momento das novelas produzidas em espanhol chama atenção, principalmente, pelo fato de a maioria seguir o folhetim clássico: a moça pobre, frágil que se apaixona pelo galã, que tem uma mãe megera. E, ainda, surge uma rival maquiavélica para complicar o romance.

A emissora de Silvio Santos tem sua audiência fiel aos produtos da Televisa e, com isso, fica ainda maior a responsabilidade de escolher um bom drama. Considerando todas essas questões, a coluna vai listar motivos suficientes botar no ar uma das novelas de maior sucesso dos últimos anos: ‘Lo Que La Vida Me Robó’.

Protagonistas de peso: a produção conta com Angelique Boyer no papel principal. A atriz já é amplamente conhecida e admirada pelos fãs de telenovelas mexicanas. O sucesso dela no Brasil começou com o protagonismo em ‘Teresa’, que rendeu ótimos índices ao SBT durante às tardes. De interpretação imponente e muita expressividade, Angelique é sinônimo de alta audiência e certamente faria a diferença outra vez nos números da rede de Silvio Santos. Ao lado dela, está Sebastián Rulli, galã argentino e um dos mais queridos de todo o México. Ele começou a aparecer nas telinhas por aqui em ‘Primeiro amor... a mil por hora’ e foi cabeça de elenco de ´Rubí’, novela que foi uma explosão em termos de repercussão. Curiosamente, ele também esteve em ‘Teresa’ e foi par de Angelique na trama.

Locais de gravação: se tem algo a se admirar em ‘Lo Que La Vida Me Robó’ é onde se passa a trama. A estória de Monserrat Mendoza e Alejandro Almonte foi gravada no sul do México, uma região paradisíaca e com um charme todo especial. Os cenários reais dão mesmo verossimilidade à narrativa e certamente contribuíram para o turismo. Os personagens transitam pelo fictício povoado de Aguazul, de arquitetura colonial, praia e campo, inclusive com o hotel, que serviu de locação para a fazenda Almonte. Apesar de a direção da novela não abusar de tomadas abertas, a beleza da região é sempre muito mostrada e a combinação das três paisagens é muito bem realizada.

Personagens secundários: mesmo que ´Lo Que La Vida Me Robó´ mantenha o padrão mexicano de foco absoluto nos protagonistas, os personagens secundários aparecem com muita força. O carisma de Josefina, por exemplo, é preciosíssimo para dar leveza e um respiro na narrativa dramática. O mesmo ocorre com os personagens de Dimitrio, Nádia, Esmeralda, Macario e Dominga. A produtora Angelli Nesma Medina foi muito feliz na construção dos personagens que, mesmo tendo elos com os protagonistas, têm história própria.

Vilões a todo gosto: se por um lado os protagonistas são de peso, os vilões fazem excelente contrapeso e colocam um tempero todo especial na trama. Graciela Mendoza, por exemplo, rouba a cena com momentos magníficos. Obcecada pelo dinheiro, faz qualquer coisa, inclusive, mudar a sorte dos filhos. Ela não é de todo malvada, mas tem todas aquelas caras e bocas de vilãs de novelas mexicanas. Outro personagem mau e que se sai muito bem é Maria Zamudio, a antagonista direta. Luta pelo o amor de Alejandro e, para obtê-lo, quer tirar Monserrat do caminho. Contudo, o grande vilão mau caráter é Pedro Medina, um homem sem sentimentos e que pensa apenas em si mesmo. Manda matar sem dó e não tem uma vida social ou familiar equilibrada. O personagem é tão bem construído e dirigido que é impossível – nós telespectadores - não destilarmos qualquer sentimento quando ele entra em cena.

Estória envolvente: ´Lo Que La Vida Me Robó’ é uma novela mexicana típica, com alguns toques de modernidade. Apesar de seguir a cartilha de um bom folhetim, com mocinhos e vilões bem definidos, o drama tem pinceladas de humor e tramas policiais. A estória não é original, já foi contada algumas vezes, como em 2003, em ‘Amor Real’. Esse fato poderia ser um problema e tornar a novela previsível, mas as novas tramas e a narrativa equilibrada entre o romance tradicional e as estórias de personagens da polícia e da marinha dão ritmo e frescor.  ‘Lo Que La Vida Me Robó’ pode ser definida como uma novel redonda do começo ao fim, e tem muita força, por isso, foi exibida no México e em diversos países no horário nobre. No SBT, ´Lo Que La Vida Me Robó’ seria o tipo de produto de estrondoso sucesso da faixa noturna, na época de ouro das produções mexicanas no canal. Porém, agora com uma audiência cativa para os folhetins durante as tardes, a novela certamente reúne elementos que a qualificam como uma boa opção vespertina.

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